Mudanças na milenar Katmandu
Era uma monarquia milenar, agora tornou-se república. Sua capital, Katmandu, adapta-se aos novos tempos com o mesmo sincretismo religioso que fascina os viajantes ocidentais
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| Nos arredores de Katmandu, o templo de Swayambunath é um dos locais sagrados do budismo no Nepal. Pintados no alto da estupa, os "olhos do Buda" abençoam os quatro cantos do país |
Meca da contracultura, ainda considerada um dos destinos mais exóticos do planeta, antiga capital da monarquia, hoje sede da República, Katmandu, à sua maneira, parece assimilar as mudanças por que passa o Nepal, pequeno país espremido na encosta da cordilheira do Himalaia. Em junho de 2008, o rei Gyanendra, que estava no poder desde 2001, deixou o palácio sob vaias. Um mês depois, centenas de exilados tibetanos entraram em choque com a polícia, ao protestar contra a China que ocupa o território vizinho. O governo se prepara para apresentar uma nova Constituição ao país, que deverá ser elaborada pelo Parlamento comandado pelos maoístas – partido que abandonou a luta armada depois de uma década, assinou um acordo de paz e venceu as eleições. A tudo isso observam os turistas ocidentais que se preparam para as expedições às montanhas da região, entre as quais o Everest.
Parece estranho demais para quem acompanha tudo do outro lado do mundo. De fato, apesar de Katmandu acolher tanta gente – viajantes, trekkers e escaladores – pouco se conhece por aqui de sua história e cultura. Desde sempre, o vale é um cruzamento de povos e raças das montanhas e da planície, entre o Tibete no norte e a Índia no sul. Suas ruas caóticas são repletas de templos, lojas, mercado e gente – muita gente. Alguns símbolos são onipresentes: o peculiar gorro usado pelos homens, os vestidos supercoloridos das mulheres, os “olhos do Buda” e a frase “free Tibet” (liberte o Tibete). Os dois últimos, uma influência clara do budismo no país de maioria hindu.
Confira a reportagem completa na edição 119. Já nas bancas
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