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Evolução sobre rodas
Diante do trânsito caótico das cidades, especialistas se voltam para as bicicletas como uma alternativa de transporte democrática e não poluente. O Brasil pensa em políticas de integração dos ciclistas
Texto: Débora Menezes
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| Cerca de 60 mil pessoas circulam de bicicleta diariamente em Santos. A cidade incorporou as ciclovias ao trânsito |
Na frente do semáforo, no qual se destaca o símbolo de uma bicicleta, mais de 50 pessoas esperam para atravessar a avenida à beira da praia. O sinal abre e a pequena multidão de ciclistas se prepara para avançar. É sempre assim na cidade de Santos, litoral paulista. Com pouco mais de 419 mil habitantes, 60 mil circulam sobre duas rodas pelas ruas diariamente nos horários de pico. São, em sua maioria, trabalhadores, muitos vindos de municípios vizinhos, que se acostumaram a usar esse meio de transporte na bem organizada ciclovia da orla.
Com pouco mais de 10 quilômetros, a ciclovia começa na divisa de Santos com o vizinho município de São Vicente e segue em direção dos terminais de balsa que ligam a cidade ao Guarujá. Nos pontos de travessia de pedestres, o piso é pintado de vermelho e placas de aviso alertam para o trânsito. Quando os ciclistas atravessam a rua, seguem uma sinalização exclusiva. O piso – também vermelho – indica que a faixa é exclusiva para as “bikes”. É um exemplo de segurança, mas não o único. Somando tudo, Santos tem 19 quilômetros de faixas para ciclistas, algumas interligadas com estações de ônibus, além de bicicletários seguros espalhados em pontos estratégicos. A previsão é de que, até o início de 2009, a cidade tenha passagem para ciclistas até no túnel que liga a região central à orla.
Confira a reportagem completa na edição 119. Já nas bancas
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