Os planos para a retomada da construção de Angra 3 mostram que o país segue a tendência mundial de encarar novamente a alternativa nuclear. Mas nem todos aprovam a idéia
Texto: Dimas Marques
Com toda a sua carga de polêmica, a geração de eletricidade por meio de usinas nucleares volta à pauta no Brasil. Numa época em que o preço do petróleo não pára de subir e a questão do aquecimento global preocupa o mundo, o governo federal resolveu bancar politicamente a construção de Angra 3. Pelos planos anunciados recentemente, as obras – paralisadas em abril de 1986 – serão retomadas e mais quatro reatores novos poderão ser construídos. O país segue, assim, a tendência mundial de encarar a alternativa nuclear como uma opção menos traumática do que se considerava há 22 anos, quando o desastre de Chernobyl fez as usinas virarem sinônimo de desastre e destruição (veja na página seguinte) e grupos ambientalistas as elegeram como principal alvo de protestos.
Os tempos mudaram e hoje a preocupação com a conservação de florestas e o aumento da temperatura do planeta, provocado pelo excesso de dióxido de carbono proveniente de combustíveis fósseis na atmosfera, falam mais alto. Em muitos países restam poucas alternativas não poluentes e a opção nuclear representa uma parte importante da matriz energética. No Brasil, cujo território tem um dos maiores potenciais hidrelétricos do mundo, a questão não preocupa tanto. O problema é que, mantida a atual taxa de crescimento, estima-se que o país tenha de aumentar seu potencial de produção energética em 4.000 megawatts (MW) por ano.
Confira a reportagem completa na edição 119. Já nas bancas
EXCLUSIVO ON-LINE
Assista ao vídeo da Eletronuclear e entenda como funciona uma usina nuclear: