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A maior ONG ambientalista do Brasil faz 18 anos

Atuante em várias frentes, a Fundação SOS Mata Atlântica mostra que a participação da sociedade é fundamental para a proteção do bioma

foto:










Edição Especial




foto: Marcelo Maragni/HG
Mata Atlântica no Parque Estadual da Serra do Mar


Mão com galhos de árvores no lugar das veias. Essa é uma das imagens que marcam as comemorações dos 18 anos de atividade da Fundação SOS Mata Atlântica, maior ONG ambientalista do Brasil, com 100 mil filiados. Graças à SOS Mata Atlântica, a luta pela proteção do bioma vem crescendo exponencialmente. Diversas instituições (órgãos públicos, entidades ambientalistas, associações comunitárias) incentivadas pela Fundação SOS desenvolvem hoje ações de conservação, recuperação e uso sustentável de um dos conjuntos de ecossistemas mais ameaçados de extinção do planeta.

Fundada em 1986 e logo fortalecida pela campanha “Estão tirando o vrde da nossa terra”, amplamente veiculada pela mídia brasileira, a SOS Mata Atlântica procurou inicialmente conhecer e consolidar uma análise quantitativa e qualitativa sobre a destruição da Mata Atlântica. Até os anos 1990, a luta se baseava quase que exclusivamente na denúncia e na sensibilização da opinião pública. Mais recentemente, a causa vem exigindo mais e mais capacidade de organização, planejamento, projetos e resultados.

foto: Peter Milko/HG
Bromélia


“As razões da diminuição da Mata Atlântica mudaram”, diz Roberto Klabin, presidente da Fundação SOS desde 1991 e um apaixonado pela causa. “O desmatamento está em declínio, mas ainda preocupa. A Mata Atlântica sofre especialmente na região litorânea, por causa da especulação imobiliária, da pressão demográfica e da ocupação desregrada. Há muito o que fazer ainda, mas estamos evoluindo juntamente com a causa.”

A SOS Mata Atlântica opera atualmente em várias frentes: mapeamento, educação ambiental, proteção da biodiversidade, mobilização, uso sustentável dos recursos naturais e outros. Na linha da sustentabilidade, acumulou muita experiência com manejos e inventários de recursos florestais, tais como o palmito-juçara. Em 1999, a busca do manejo sustentável dessa espécie se consolidou com a criação do Centro Tuzino de Educação Ambiental e Difusão do Palmito em Miracatu (SP).

IMAGENS DE PRESSÃO

110 MILHÕES
Em 1500, a Mata Atlântica cobria 15% do atual território nacional, área duas vezes o tamanho da França ou mais de três vezes o da Alemanha. Em 2005, a Mata está reduzida à 1% do mapa brasileiro, ou cerca de 7% do que existia originalmente. Apesar disso,110 milhões de pessoas (70% da população brasileira) ocupam os domínios do bioma, que abrange 17 estados brasileiros (cerca de 3.400 municípios).

foto: Peter Milko/HG
Morretes (PR)


Hoje só restam cerca de 7% da cobertura original que existia em 1500, quando o Brasil foi descoberto. Para chegar a essa informação cientificamente valiosa, a SOS Mata Atlântica e o INPE, com o apoio de pesquisadores de diversas áreas, operam desde 1989 o mapeamento e monitoramento do bioma.

O “Atlas dos Remanescentes Florestais e Ecossistemas Associados da Mata Atlântica” é um conjunto de mapas importantes. O primeiro foi publicado em 1990, em parceria com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o Ibama. Referências indispensáveis, os mapas são gerados com imagens de satélite e tecnologias de ponta, atualizados periodicamente. “Com o Atlas, podemos conhecer as áreas mais afetadas. É mais um instrumento de pressão”, lembra Klabin.

foto: Zig Koch
Papagaio-de-peito-roxo


Em 2004, foi lançado o “Atlas dos Municípios”, com a situação da Mata Atlântica em 2.562 cidades de dez dos 17 Estados abrangidos pelo bioma, com dados atualizados da Bahia, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O IPMA (Índice de Preservação da Mata Atlântica) é base para um ranking dos municípios que mais possuem cobertura florestal nativa da Mata Atlântica.

A SOS Mata Atlântica é pioneira no Brasil em geração de informações amplas e detalhadas sobre as florestas remanescentes cidade por cidade. “Coletamos informações, geramos conteúdos, divulgamos e estimulamos o engajamento”, afirma Márcia Hirota, diretora de gestão do conhecimento. “Estamos aperfeiçoando cada vez mais nossa comunicação com todos os segmentos da sociedade.”

NOVA ETAPA

foto: Peter Milko/HG
Trindade (RJ)


Em 2005, com a maioridade atingida, a missão da Fundação SOS ampliou-se: em vez de apenas impedir o desmatamento, o objetivo agora é também restaurar, ou seja, aumentar a área verde da Mata Atlântica. A mobilização social em torno da causa já mostra resultados concretos, sinal de uma nova etapa do movimento em prol da Mata Atlântica. “Em muitos estados, o ritmo de desmatamento vem caindo significativamente”, ressalta Klabin. “O esforço em recuperar áreas, especialmente em torno dos rios, é primordial.”

Adauto Tadeu Basílio, diretor de captação de recursos da instituição, conduziu em 2000 uma ação inovadora nesse sentido: o projeto Clickarvore, inspirado no Hunger Site e idealizado por um parceiro da SOS Mata Atlântica. O Clickarvore estimulou a doação de mais de 4 milhões de mudas de árvores da Mata Atlântica até o final de abril de 2005. “Foram plantados o equivalente a 3.067 campos de futebol”, diz Adauto, orgulhoso. “Ou 404 quilômetros de um rio contemplando as duas margens.” A parceria com o Bradesco Capitalização, através do Pé Quente Bradesco SOS Mata Atlântica, gerou mais 8 milhões de árvores que poderão ser plantadas a partir da participação dos internautas.

foto: Andrew Young/CI
Muriqui


O Clickarvore espelha o avanço da ONG rumo à recuperação do que foi perdido. Qualquer um pode plantar uma espécie nativa da Mata Atlântica com um clique no site do projeto, www.clickarvore.com.br. Cada clique corresponde ao plantio de uma árvore custeado por empresas patrocinadoras e pela sociedade civil.

Essa parceria da SOS Mata Atlântica com o Instituto Ambiental Vidágua e o Grupo Abril tem apoio de empresas e integra um grande programa de mobilização. A ONG se compromete a fornecer as mudas e acompanhar o plantio durante cinco anos. O restante do processo fica por conta das empresas que patrocinam, dos viveiros que fornecem as mudas e dos proprietários das terras onde as mudas são plantadas. “O problema ainda é a falta de viveiros. Só plantamos árvores nativas da Mata”, diz Adauto.

foto: Peter Milko/HG
Bocaina (RJ)


O internauta acompanha a recomposição da floresta pela internet e pode fazer tudo para que ela aumente ainda mais. Nilson Máximo, gestor ambiental da Fundação SOS, é responsável pela logística do Clickarvore. Ele seleciona as mudas, procura proprietários interessados em reflorestar suas terras, vistoria as áreas e acompanha o desenvolvimento. “Recebemos uma média de 7 mil cliques diários”, conta.

MUDANÇAS PARA SEMPRE

REFLORESTAR
O objetivo da SOS Mata Atlântica é promover a restauração florestal: mais de 4 milhões de mudas de árvores nativas foram doadas por meio do projeto Clickarvore,www.clickarvore.com.br

O projeto Florestas do Futuro, lançado em 2004, é uma complementação do Clickarvore, mas com uma destinação mais específica: reflorestar áreas de proteção de nascentes, reservatórios e rios para garantir água, componente indispensável. O objetivo é plantar mais de 5 milhões de mudas nos próximos cinco anos.

foto: Roberto Bandeira
Desmatamento (PR)


O Florestas do Futuro já fechou acordos com Banco Bradesco, Volkswagen Caminhões, Repsol YPF, Editora Três, Dixie-Toga, Takaoka, Ethel, Grupo Martins, Interface e Femsa. Por meio desse programa, as empresas interessadas adquirem as árvores e passam a ter direitos de utilização do Selo Florestas do Futuro em seu material promocional. O Selo é o comprovante de que a empresa integra um projeto socialmente responsável.

Cinco bacias hidrográficas foram consideradas prioritárias: Rio das Contas (BA), Paraíba do Sul (RJ/MG/SP), Tibagi (SC), Rio Doce (MG/ES) e Tietê (SP). As empresas escolhem as áreas onde pretendem plantar e a SOS Mata Atlântica procura os locais adequados para o reflorestamento.

foto: SOS Mata Atlântica
Fórum Mundial, Porto Alegre (RS)


NÚCLEO UNIÃO PRÓ-TIETÊ

Por falar em rios, o Tietê foi alvo de uma das maiores campanhas em torno de um problema ambiental. Em 1991, a Fundação SOS e a Rádio Eldorado reuniram 1,2 milhão de assinaturas em favor da recuperação do rio mais poluído do Brasil. Sensibilizado, o governo do Estado de São Paulo iniciou, em 1992, o Programa de Despoluição do Tietê. A partir de 2002, a educação ambiental foi incluída na segunda fase de saneamento e despoluição do Tietê. A base é incentivar grupos a monitorarem o Tietê e inclui-lo entre os problemas da comunidade. “Há 300 grupos em ação”, diz Mario Mantovani, diretor de mobilização da Fundação.

foto: Marcelo Maragni/HG
Araucária


ECOTURISMO E ESTRADAS

Nessa linha, uma das habilidades da SOS Mata Atlântica é exatamente envolver grupos locais. Em 1996, o Pólo Ecoturístico do Lagamar, pioneiro no país, trouxe alternativas econômicas e ambientais sustentáveis para Cananéia, Iguape, Ilha Comprida e Pariquera-Açu, no Vale do Ribeira, litoral sul do Estado de São Paulo e leste do Paraná. O Lagamar é a região que concentra a maior parcela contínua de Mata Atlântica preservada do país. Na Serra do Guararu, porção leste do município do Guarujá, também no litoral paulista, a entidade, em parceria com o DER/Dersa, transformou a rodovia Guarujá-Bertioga na Estrada Parque da Serra do Guararu. “Essa idéia pioneira de Estrada Parque, aliás, começou em 1996, com a Rodovia dos Romeiros (SP-301) entre Itu e Pirapora do Bom Jesus, beirando o rio Tietê, que também teve o apoio da comunidade”, diz Maria Luisa Ribeiro, coordenadora de projetos.

foto: Raphael Falavigna/HG
Pau-brasil


Destaca-se ainda o Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) na Mata Atlântica, coordenado pela Aliança para a Conservação da Mata Atlântica, uma parceria entre a SOS Mata Atlântica e a Conservação Internacional Brasil. Desde 2003, o programa apóia a criação de novas reservas privadas no bioma e a gestão e a sustentabilidade das RPPNs, com recursos do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) e Bradesco Cartões. O Brasil possui 664 RPPNs, sendo 68% localizadas na Mata Atlântica. “O número está aumentando bastante, o que demonstra o interesse dos proprietários em participar dessa rede de áreas protegidas do país”, afirma Márcia Hirota.

Alguns projetos e resultados da Fundação SOS Mata Atlântica

Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica (desde 1989)

Elaboração, com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e patrocínio do Banco Bradesco, co-patrocínio da Colgate-Palmolive e participação de pesquisadores. Primeira análise científica da degradação recente da Mata Atlântica, definição de áreas críticas, conhecimento da ineficiência dos órgãos de fiscalização e aprimoramentos tecnológicos e metodológicos.

Núcleo União Pró-Tietê (desde 1991) e Rede das Águas

A primeira campanha, em parceria com a Rádio Eldorado, atingiu 1.200.000 assinaturas entregues ao Governo do Estado para providências na despoluição do Rio Tietê. Atividades incluem cursos, campanhas, publicações como “Observando o Tietê” (2004) e “Diagnóstico e Caracterização por Percepção de Bacias Hidrográficas” (2005).

Pólo Ecoturístico do Lagamar (desde 1995)

Opção de desenvolvimento sustentável para o Vale do Ribeira (SP). Premiado pela revista norte-americana “Condé Nast Traveler” em 1999 como o melhor roteiro ecoturístico do mundo. Em 2004, foi lançado Estudo de Caso do Projeto Pólo Ecoturístico do Lagamar, com recomendações para reproduzir essa experiência, metodologia e modelo de organização em outras regiões.

Mãos à Obra! (desde 1996)

Baseado no “Lavori in Corso”, da ONG italiana Legambiente. Produziu kits e material didático voltado às questões relacionadas ao meio ambiente urbano. Com metodologia participativa e de percepção, foram criados e capacitados 300 grupos que atuaram em projetos específicos.

Projeto Cairuçu (desde 1998)

Elaboração do Plano de Manejo da APA (Área de Proteção Ambiental) Cairuçu e da Reserva Ecológica da Juatinga, em Paraty (RJ), para desenvolvimento de diagnósticos e mapeamentos temáticos, levantamentos ambientais e socioeconômicos, planejamento participativo e atividades paralelas, como o Jogue Limpo Cairuçu, de coleta seletiva e materiais recicláveis.

Centro Tuzino de Educação Ambiental e Difusão do Palmito (desde 1999)

Difusão da necessidade de conservação e manejo sustentado do palmito-juçara, um dos recursos naturais mais ameaçados de extinção na Mata Atlântica. Localizado em Miracatu (SP), é uma parceria com Jorge Leite Tuzino, produtor de palmito há 30 anos e inspirador do projeto, com apoio da Colgate-Palmolive.

Plantando Cidadania (desde 2001)

Programa de capacitação de voluntários para atividades e oficinas de sensibilização sobre a Mata Atlântica em escolas públicas de todo o Brasil com crianças entre 7 e 12 anos. Mais de 2.500 crianças foram atendidas até abril de 2005, com o envolvimento do Grupo Abril, Colgate-Palmolive, Cinemark, Carrefour, Freeway, Boehringer Ingelheim e Fundação Bradesco.

Projeto Guararu (desde 2001)

Programa de Gestão Ambiental da Serra do Guararu consiste na implantação de um modelo de desenvolvimento sustentável na porção leste do município do Guarujá (SP), com apoio da Sociedade dos Amigos de Iporanga. Capacita e fortalece lideranças comunitárias; implantou a Estrada Parque da Serra do Guararu e o Jogue Limpo Guararu.

Aliança para a Conservação da Mata Atlântica (desde 1999)

Os principais frutos desta Aliança com a Conservação Internacional Brasil são o Prêmio de Reportagem sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica (desde 2000); e o Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural da Mata Atlântica (desde 2002), com recursos do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) e Bradesco Cartões.

Plataforma Ambiental aos Municípios, Prefeitos e Vereadores (desde 2000)

Começou em 1989 com a Plataforma Ambiental Mínima para candidatos à Presidência da República e, em 1990, para os candidatos ao Governo de São Paulo. Em 2000, o grupo de voluntário elaborou propostas para ações do Poder Público na cidade de São Paulo. Em 2004, se transformou em guia com diretrizes para uma agenda ambiental nos municípios abrangidos pela Mata Atlântica.

Clickarvore—www.clickarvore.com.br (desde 2000)

Cada clique no site corresponde ao plantio de uma árvore custeada por patrocinadores. Até 30 de abril de 2005, mais de 4 milhões de mudas haviam sido doadas (2.150 hectares compromissados para plantio). Programa desenvolvido em parceria com o Instituto Vidágua e o Grupo Abril.

União pela Fauna da Mata Atlântica (desde 2002)

Parceria da SOS Mata Atlântica com a Renctas (Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres). Visa potencializar as estratégias de ação em favor da proteção da fauna do bioma.

Observatório Parlamentar da Mata Atlântica (desde 2004)

Para informar à sociedade sobre os passos do Legislativo na área ambiental e estimular a pressão aos congressistas. Reúne dados para a população acompanhar a tramitação das leis por meio da internet.

Florestas do Futuro (desde 2004)

Programa de restauração florestal com espécies nativas da Mata Atlântica com foco na conservação da biodiversidade e proteção dos recursos hídricos. Conta com a participação e contribuição direta e monitorada de empresas e cidadãos. Instala módulos de educação ambiental em comunidades, escolas, empresas e sindicatos. De julho de 2004 a abril de 2005 foram plantadas 200 mil mudas.

No coração da selva

Rua Manoel da Nóbrega, 456, bairro Paraíso. Coração da selva de pedra chamada São Paulo. Neste endereço próximo à avenida Paulista, encravada entre altos edifícios, há uma casa com um jardim. Residência? Escritório?
Não. É a sede da Fundação SOS Mata Atlântica.
A Fundação possui 30 profissionais, 100 mil associados e mobiliza 120 pessoas efetivas entre os mais de mil voluntários cadastrados. Veja no site: www.sosmataatlantica.org.br

SOS em tempo

1986 - Criada a Fundação SOS Mata Atlântica numa época em que o desastre nuclear de Chernobyl chocava o mundo.

1987 - Lançada pela DPZ Propaganda a campanha “Estão Tirando o Verde da Nossa Terra”, com uma logomarca que se tornou uma das mais comunicativas do movimento ambientalista.

1988 - Iniciados os projetos da Fundação na região do Lagamar,
no Vale do Ribeira, Estado de São Paulo, definida como prioritária por ser a maior área contínua de Mata Atlântica do Brasil.

1990 - 42 especialistas são reunidos em Atibaia (SP) para definir o conceito de Domínio da Mata Atlântica. É publicado o primeiro Atlas dos Remanescentes Florestais do bioma, em parceria com o Ibama e o INPE.

1991 - Coletadas 1.200.000 assinaturas em favor do programa de despoluição
do rio Tietê. Projetos são estendidos a várias bacias hidrográficas do país.

1992/93 - Publicados os primeiros dados sobre o ritmo de desmatamento do bioma, com informações da Bahia ao Rio Grande do Sul.

1996 - Iniciadas as atividades do Pólo Ecoturístico do Lagamar, que engloba Cananéia, Iguape, Ilha Comprida e Pariquera-Açu; implantado projeto educativo Mãos à Obra!

1997 - Formado Grupo de Voluntários que hoje desenvolve várias atividades de capacitação, militância, oficinas e cursos.

1998 - Lançados novos dados do atlas, com detalhamento ainda maior.

1999 - Criada a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica, parceria entre a Fundação SOS e a Conservação Internacional Brasil.

2000 - Lançado o www.clickarvore.com.br

2001 - Implementado o programa de gestão socioambiental na Serra do Guararu, no Guarujá (SP), que inclui a criação da Estrada Parque da Serra do Guararu.

2002 - A Aliança é inovada com Programa de incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) da Mata Atlântica.

2004 - Revelada pelo atlas a situação em 2.562 municípios dos 3.400 abrangidos pela Mata Atlântica.

2005 - Fundação SOS atinge a maturidade fazendo uma reflexão e definindo novas prioridades para os próximos 18 anos.

Comemorações

A maioridade da SOS Mata Atlântica está sendo lembrada também em várias iniciativas. Uma delas, em parceria com o Museu da Pessoa, registra depoimentos de ambientalistas e personalidades que contam a história da entidade. O público poderá ouvi-los no site www.sosma.org.br
O calendário de comemorações foi oficialmente aberto em janeiro com a participação da entidade no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. Também reforça as atividades uma campanha publicitária desenvolvida pela agência F/Nazca com o slogan “Conservação da Mata Atlântica, há 18 anos no nosso sangue”.

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